Depois de mais de 10 anos de disputa na Justiça, o governo do Estado do Rio conseguiu, na quinta-feira à noite (11/08), concluir o trabalho de regularização documental do teatro Scala, no Leblon. O imóvel, retomado pelo RioPrevidência (Fundo Único de Previdência Social do Estado) em setembro de 2010, será leiloado no dia 19 de setembro, na Bolsa de Valores do Rio.
O edital de venda será publicado no Diário Oficial de segunda-feira.O terreno de 1.500 metros quadrados será ofertado por um preço mínimo de R$ 44,5 milhões. Segundo o presidente do RioPrevidência, Gustavo Barbosa, o imóvel, localizado no bairro mais nobre do Rio de Janeiro, já tem uma fila de interessados: construtoras, fundos de pensão e gestores de fundos imobiliários. Barbosa também acha que o prédio pode atrair redes de hotéis que investem no conceito de hotel-butique. "Tudo indica que a disputa terá ágio.
O Scala é a joia da coroa do patrimônio imobiliário de R$ 200 milhões do RioPrevidência. Tem muita gente interessada", afirmou Barbosa. A área comporta até 14 mil metros quadrados de área construída, num total de 11 pavimentos.A licitação será com envelopes fechados. Todo dinheiro apurado com a venda do Scala ficará com o fundo de pensão.RioPrevidência já arrecadou cerca de R$250 milhões com a negociação de 15 imóveis própriosDesde 2010, o RioPrevidência já arrecadou cerca de R$250 milhões com a negociação de 15 imóveis próprios. Até o fim deste ano, mais 100 imóveis devem ser licitados para venda ou locação.
A última negociação envolvendo valores tão altos aconteceu em abril, com a venda de um imóvel na Avenida Presidente Vargas, de aproximadamente 3.200 metros quadrados, por R$ 40 milhões. O valor é 106% maior que a avaliação inicial, de R$ 19, 4 milhões. Em janeiro, o Estado já havia conseguido R$ 90,6 milhões pelo Espaço Leblon, prédio de cinco andares e cinco mil metros quadrados localizado sobre o Teatro Oi Casagrande.
A venda superou a expectativa inicial em 22%. Em dezembro, o Fundo também vendeu, por R$ 84 milhões, dois terrenos na Lapa – onde será erguida a nova sede da Eletrobrás – e outro, na Rua Jardim Botânico, por R$ 30 milhões, para a TV Globo. Neste último imóvel, o ágio foi de 500% em relação à avaliação inicial devido à grande disputa entre os muitos interessados na aquisição do local.Segundo Barbosa, o RioPrevidência possui, atualmente, uma carteira imobiliária com cerca de 200 imóveis.
"A venda ou locação desses imóveis contribuí para a manutenção do fundo, desonerando o tesouro do Estado para maiores investimentos em áreas como, educação, segurança e saúde - afirmou o presidente da fundação".