Governo do Rio dá início ao processo de reforma do Banerjão
O governador Luiz Fernando Pezão assinou protocolo de intenções com a Caixa Econômica Federal para a revitalização do Edifício Lúcio Costa, conhecido como Banerjão. A instituição financeira terá seis meses para fazer um fundo imobiliário, destinado a captar recursos para a reforma do prédio, que custará de R$ 180 milhões a R$ 250 milhões.
“A modernização do Banerjão nos resolve dois problemas: o prédio se torna fonte de receita para o Rioprevidência e reduz os gastos do estado com alugueis dos nossos órgãos por falta de um centro administrativo. O estado não dispõe de recursos desta ordem para a reforma do imóvel”, explicou Pezão.
Com 31 andares, distribuídos por quase 40 mil metros quadrados, o prédio terá elevadores inteligentes, sistemas de energia e refrigeração mais modernos e melhorias na segurança. Também está prevista a construção de um auditório para a realização de audiências públicas, além de um andar inteiro dedicado aos servidores (com centro médico, posto bancário, refeitório e sala de leitura) e espaços para pregões eletrônicos e eventos.
“Para que a reforma se torne possível, dentro das limitações de orçamento do estado neste ano, o Rioprevidência irá trabalhar em uma estrutura de fundos de investimento com a Caixa Econômica Federal. Desta forma, será possível captar os recursos necessários para esse grande retrofit”, detalhou o presidente do Rioprevidência, Gustavo Barbosa, ressaltando que o fundo de previdência do estado receberá o imóvel do estado como forma de pagamento de débitos.
Erguido na década de 60, no coração financeiro do Rio, o Edifício Lúcio Costa foi projetado pelo arquiteto Henrique Mindlin. “O Banerjão fica em um endereço nobre. O prédio é um ícone do modernismo e precisa adequar-se a uma nova concepção de espaço e organização. A proposta é que o imóvel abrigue o centro administrativo do governo do Rio com suas secretarias”, assinalou explicou Vicente Loureiro, diretor-executivo da Câmara Metropolitana do Rio.