O Rioprevidência, instituto de previdência dos servidores do Estado do Rio de Janeiro, conquistou a posição de segundo maior emissor de bônus do país graças a uma grande operação realizada no ano passado, primeira do tipo da instituição. A iniciativa captou US$ 3,1 bilhões no exterior através da emissão de bônus lastreados em recebíveis de royalties e participações especiais da exploração do petróleo no estado. A autarquia ficou atrás apenas da Petrobras, empresa brasileira mais atuante no mercado internacional de renda fixa.
Em junho de 2014, foram captados US$ 2 bilhões, e em novembro, mais US$ 1,1 bilhão com a emissão desses bônus, que vencem em 2024. As operações permitiram o pagamento de parte de contratos realizados em 2013 com a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil e renderam dois prêmios concedidos por revistas internacionais do setor.
No "Latin Finance Awards – Deals of the Year”, realizado em janeiro em Nova York, a operação foi classificada como a maior do mundo já concretizada em mercados emergentes.
- Em 2011, identificamos o déficit financeiro que ocorreria em 2013 e 2014. Por isso, criamos uma solução de mercado para cobrir esse déficit, que foi a emissão dos bônus. Decidimos trazer para agora o aumento de receita que é esperado para o período de 2017 a 2020 e fomos felizes nessa operação. Durante o ano passado, fizemos um Road Show pela América Latina, Estados Unidos e Inglaterra com o objetivo de emitir esses títulos e levantar os recursos - explicou o diretor-presidente do Rioprevidência, Gustavo Barbosa.