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Entenda a crise do Rioprevidência

Fundo se tornou dependente de receita do petróleo, que despencou

RIO - A crise vivida pelo Rioprevidência é um caso grave de dependência do dinheiro do setor de óleo e gás, que irrigou os cofres estaduais até 2014.
Naquele ano, mais da metade (55%) dos recursos para bancar pensões e aposentadorias vinha de royalties e participações especiais do petróleo.
A segunda maior receita era oriunda da arrecadação previdenciária, que não foi suficiente para fazer frente ao crescimento dos gastos com inativos e
pensionistas.

Segundo dados da Secretaria de Fazenda do Rio, as despesas do Rioprevidência cresceram 130% entre 2006 e 2015, enquanto a arrecadação do fundo
teve avanço mais tímido, de 93%. No ano passado, parte dessa diferença foi coberta pela receita extra de R$ 6,7 bilhões de depósitos judiciais.
Esse socorro, no entanto, não se repetirá em 2016. Dessa vez, a compensação, estimada em R$ 12 bilhões, terá de ser feita do caixa do governo estadual.
Esse é o maior peso do rombo de aproximadamente R$ 19 bilhões estimados para o Rio neste ano.


Em 2013, o Rioprevidência começou um processo de reestruturação. Servidores admitidos a partir de setembro
daquele ano fazem parte de um plano novo, que se baseia em um sistema de capitalização próprio. O equilíbrio total, ou seja,
independência de aportes do Tesouro, só deve ser alcançado em 2050.

 


Assunto: Crise
Veículo: O Globo Online
Data: 17/07/2016
Seção: EconomiaPágina: -

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